sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

0 - Soberania De Deus.Versos Mal Usados Calvinistas - D. Cloud


"TEXTOS-PROVA" DO CALVINISMO EXAMINADOS
(Versos [Mal-] Usados por Calvinistas)

http://www.wayoflife.org/database/calvinisms_proof_text.html

David Cloud

traduzido por Hélio de Menezes Silva. e Hélio de Souza Ferraz



O que se segue foi extraído do livro THE CALVINISM DEBATE, que foi publicado em 2006 por Way of Life Literature.

Neste relatório analisamos os principais textos de prova usado para apoiar as doutrinas do Calvinismo TULIP:


Depravação Total,
Eleição Incondicional,
Expiação Limitada,
Graça Irresistível e
Perseverança dos Santos.


Decidimos não lidar com o último ponto [Perseverança dos Santos] da teologia TULIP porque ele é definido de várias maneiras diferentes e porque, se ele significa simplesmente que o o salvo não pode vir a ser perdido, então estamos de acordo com ele.

Eu sei por experiência que um homem que está firmemente comprometido com a a teologia da "graça soberana" não aceitará a minha interpretação das seguintes passagens. Eu dialoguei com muitos Calvinistas e eu aprendi que eles têm uma resposta para tudo, e eles sempre, sempre, sempre se queixam de que o não-calvinista não entende o Calvinismo. Pode-se estudar o calvinismo profundamente, pode-se até ler as Institutas de Religião e pode-se citar diretamente dos escritos deles próprios, mas se tal pessoa permanecer não-calvinista ela será sempre acusada de mal-entender e de deturpar o calvinismo.

Eu escrevi este artigo para benefício dos muitos crentes de hoje que estão sendo recentemente submetidos ao calvinismo. Isto está ocorrendo amplamente nos circulos batistas fundamentalistas. Muitas igrejas que foram estabelecidas como assembléias não-calvinistas, e que têm declarações doutrinárias não-calvinistas, estão sendo infiltradas por (e, em alguns casos, tomadas por) Calvinistas.

Meu único pedido é que o leitor crente exerça seu direito dado por Deus [para se defender] contra "Interpretação Privada". Isso significa que o crente tem o Espírito Santo como seu guia espiritual e ele pode vir a conhecer a verdade. "
E a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas [as coisas], e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, [assim] nele permanecereis." (1 Jo 2:27). Assim, obedeçamos a "Examinai tudo. Retende o bem." (1Tes 5:21) e imitemos a "de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas [coisas] eram assim."
(Atos 17:11).

"
Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou [se] eu falo de mim mesmo." (Jo 7:17).





0) Soberania De Deus: Versos [Mal-] Usados por Calvinistas

(no mau entendimento que lhe dão)



Os [dois] erros fundamentais do calvinismo são:





  1. atribuir uma definição para "Soberania de Deus" que torna impossível ao homem ter uma [qualquer uma, por mínima que seja] escolha na sua salvação, embora a Bíblia diga que ele a tem. ("soberania" é uma palavra que em nenhum lugar aparece na Escritura, mas que é usada em referência à realesca omnipotência de Deus).


b) E, em seguida, edificar sobre essa fundação defeituosa.


Arthur Pink começa seu livro "The Sovereignty of God" com três capítulos sobre "A Soberania de Deus ". Depois de citar os seguintes versículos-chave [que vou analizar abaixo], tais como Ef 1:11 que diz que Deus opera todas as coisas segundo o conselho de sua própria vontade, ele conclui com estas palavras: "O Senhor Deus onipotente reina ... Nenhum mundo giratório, nenhum brilho de estrela, nenhuma tempestade, nenhum movimento de criatura, nenhuma ação de homens, nenhum dos menores negócios, nada pode acontecer [nem um pouquinho] diferente do que Deus tem eternamente planejado." (p.46).

Na verdade, os versos que Pink cita para provar tal conclusão de modo nenhum a provam, e é isso que o filho de Deus deve ter cuidado ao examinar teologia. A interpretação apropriada da Bíblia permite às Palavras da Escritura falarem por si mesmas ao invés de se forçar a teologia de alguém para dentro delas.

Dizer que Deus domina sobre a vontade dos demônios e pecadores, de modo que as vontade e programa de Deus sejam sempre, em última análise, realizadas [e todos cremos nisso], não é o mesmo que dizer que demônios e pecadores não têm nenhuma vontade efetiva e que Deus realmente [planejou, deseja,] intenciona [e obriga que façam] tudo o que eles fazem. [A aceitação da doutrina da Bíblia de que] Deus permite algo maligno e algo contrário à Sua vontade [acontecerem], e então força e amolda essa coisa para dentro de Seu planejamento feito para todos os séculos, a fim de que "
todas as coisas contribuem juntamente para o bem", não é o mesmo que Ele [planejar, desejar,] intencionar [e obrigar] aquilo maligno e contrário à Sua vontade.

Examinemos os principais "textos-prova" do Calvinismo sobre a "SOBERANIA" DE DEUS:

Ef 1 11 Em Quem fomos também escolhidos- para- uma- herança, havendo nós sido predeterminados- quanto- fronteiras (do lote eterno) conforme [o] propósito dAquele (Deus) efetivamente- operando todas as [coisas] segundo o propósito- decreto da Sua própria vontade,

Este é um verso maravilhoso e nos diz quão grande Deus é, mas não diz nada sobre se Deus tem [ou não] dado ao homem uma vontade [arbítrio] e até que ponto ele pode exercer esta vontade. Não diz nada sobre se um pecador pode [ou não] crer em Cristo de modo a ser salvo. Dizer que Deus efetivamente opera todas as coisas segundo o conselho de Sua própria vontade não é contrário à doutrina de que Deus criou o homem com uma vontade [arbítrio] e com a habilidade para responder [positivamente] a Deus, ou para rejeitar a Deus. É o Calvinista que cria este suposto "problema" e então responde por sua própria lógica e não pelo simples ensino da Escritura.

Dn 4 35 E todos os habitantes da terra [são] reputados em nada, e segundo a Sua vontade Ele opera no exército do céu e [entre] os habitantes da terra; não há quem possa estorvar a Sua mão, e Lhe diga: Que fazes?

Esta declaração foi feita pelo rei Nabucodonosor depois que ele foi punido por Deus e sua razão voltou, e ele se arrependeu de seu orgulho. Este versículo está simplesmente afirmando que Deus é Deus e Ele governa, em última instância, sobre os assuntos dos homens. O versículo não diz nada sobre se o homem pode ou não aceitar ou rejeitar o evangelho, se a graça de Deus é [ou não] resistível. Não diz nada sobre Deus escolher soberanamente alguns homens para eleição e alguns para reprobação (predestinação para condenação). Quanto a um pecador, recusar arrepender-se não é "parar [e dominar] a mão de Deus", porque o eterno programa de Deus rola avante, independentemente do que homens individuais fazem nestes ou em quaisquer outros assuntos.

Sl 115 3 Mas o nosso Deus [está] nos céus; fez tudo o que Lhe agradou.

Nós definitivamente acreditamos que Deus faz toda e qualquer coisa que Lhe agrade, e nós bendizemos Seu nome pelo fato de que [tudo o] que lhe agrada é sempre justo e bom. Ademais, Deus tem revelado nas Escrituras o que é Seu prazer. E as Escrituras nos dizem que foi Seu prazer enviar Jesus para morrer "para que TODO aquele que nEle CRÊ não pereça."

Is 14 27 Porque o SENHOR dos Exércitos determinou [isto]; quem invalidará [isto]? E a Sua mão [está] estendida; quem pois a fará retroceder?"

O contexto deste versículo é a determinação de Deus para julgar as nações. "Este [é] o propósito que foi determinado sobre toda a terra; e esta [é] a mão que [está] estendida sobre todas as nações." (Versículo anterior, o 26). Na verdade, quando Deus se propõe fazer algo Sua vontade não pode ser frustrada. Mas este versículo nada diz sobre Soberana Eleição, ou Soberana Reprobação (Predestinação Para Condenação), ou Graça Irresistível, ou qualquer dos pontos da teologia TULIP.

At 15 18 Conhecidas, desde o princípio do mundo, são a Deus todas as Suas obras,

Este versículo simplesmente diz que Deus conhece todas as Suas obras e sempre as conheceu. Não diz nada, de um modo ou de outro, sobre qualquer um dos pontos da [teologia] TULIP. [Dizer] que Deus conhece todas as Suas obras desde o começo do mundo não é dizer que os homens são soberanamente eleitos para a salvação ou para a reprobação (predestinação para condenação). Não é dizer que Deus preordena tudo que acontece.

Pv 16 9 O coração do homem planeja o seu caminho, mas o SENHOR lhe dirige os passos.

Este versículo não apoia o Calvinismo, porque diz que o coração do homem projeta seu caminho. Assim, ensina que o homem tem uma vontade que ele pode exercer. O fato de que Deus anula [muitas de] as decisões do homem e tem a palavra final em todos os assuntos não é contrário à doutrina de que o homem tem uma vontade pela qual ele pode aceitar ou rejeitar o lidar [as ofertas] de Deus para com ele.

Pv 19 21 Muitos propósitos [] no coração do homem, porém o conselho do SENHOR permanecerá.

Novamente, este versículo não apoia o calvinismo, porque diz que o homem tem propósitos [portanto, desejos] em seu coração. O fato de que o conselho de Deus anula a vontade do homem não é uma defesa para o calvinismo. Aqueles que o calvinista chama (geralmente falsamente) de "arminianos" acreditam nisso, também.

Pv 21 1 Como ribeiros de águas [assim] [é] o coração do rei na mão do SENHOR, que o inclina a todo o Seu querer.

O fato de que o Senhor reina [impondo-se] acima do coração do rei não prova a doutrina calvinista da soberana predestinação de todas as coisas, nem prova a doutrina do calvinismo de que o homem não pode aceitar ou rejeitar a oferta de salvação de Deus. Esses provérbios ensinam a doutrina simples e importante de que, embora o homem tenha uma vontade que exerça dentro da esfera da liberdade que Deus lhe atribui, é Deus quem finalmente determina se o homem pode (ou não) agir de acordo com sua própria vontade.

Pv 21 30 Não há sabedoria, nem inteligência [para entender], nem conselho contra o SENHOR.

Este versículo significa que não há nenhum conselho final contra o Senhor e que Ele sempre tem a palavra final. Sabemos por outras Escrituras que o diabo e os pecadores fizeram muitos conselhos contra o Senhor, mas esse conselho não pode subsistir. Não se segue que o homem não tem vontade que possa exercer tanto em obediência ou contra o Senhor. Definitivamente [sem dúvidas], ele pode exercer essa vontade e ele o faz, e, ao fazê-lo, ele se enforca com sua própria corda, porque Deus sempre tem a palavra final, e Ele disse que " AquelE [] havendo crido e [] havendo sido submerso serÁ salvo, mas aquelE [] havendo descrido será condenado." (Marcos 16:16).

Sl 33 11 O conselho do SENHOR permanece para sempre; os intentos do Seu coração [permanecem] de geração em geração.

Que o conselho do Senhor permanece para sempre (e sabemos [e cremos] que isso acontece) não significa que Deus não poderia ter soberanamente Se determinado criar o homem com uma vontade que ele possa exercer, e com a capacidade de até chegar a crer (ou não crer) em Deus [quando Ele o chama através da apresentação da Sua Palavra].

Is 14 27 Porque o SENHOR dos Exércitos determinou [isto]; quem invalidará [isto]? E a Sua mão [está] estendida; quem pois a fará retroceder?"

Nada que Deus tenha se proposto [planejado, intencionado e determinado] pode ser cancelado, mas isso não significa que Deus preordena tudo o que acontece, até mesmo as [piores] decisões e ações dos homens e demônios. Deus propôs que "todo aquele que crê" em Jesus Cristo "não pereça, mas tenha a vida eterna" [Jo 3:16]. O fato que o Deus Todo-Poderoso [soberanamente] deu aos pecadores uma escolha no assunto [de crer e ser salvo] em nada derruba [nem diminui] Sua soberania ou poder.

Is 46 9 Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade; que Eu [sou] Deus, e não [] outro Deus, não [] outro semelhante a Mim. Is 46 10 Que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as [coisas] que [ainda] não sucederam; que digo: O Meu conselho permanecerá de pé, e farei toda a Minha vontade.

[Reconhecermos] que o conselho de Deus permanecerá [e prevalecerá] e que Ele fará todo o Seu prazer não é o mesmo que dizer que "nenhuma ação dos homens, nenhum dos menores negócios pode acontecer de outra maneira do que Deus tem proposto eternamente" (Pink). [A aceitação, por mim e todos os crentes, da doutrina da Bíblia de que] Deus permite algo maligno e contrário à Sua vontade [acontecer], e então força e amolda essa coisa para dentro de Seu planejamento feito para todos os séculos, não é o mesmo que Ele Se propor [planejar, intencionar, determinar e forçar a perpetração de] tal coisa [horrível]. O conselho de Deus é revelado nas Escrituras, e lá aprendemos que Deus deu ao homem uma vontade que ele pode exercer contra Deus. Vemos isso no Jardim do Éden, no caso de Adão e de Caim (o primogênito de Eva), no caso do mundo antes do dilúvio, no caso da Torre de Babel, no caso de Israel antes da vinda de Cristo, no caso de Israel durante os dias terrenos de Cristo, no caso dos pecadores de hoje, e ao longo de [toda] a história.