sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

2.1 - Incondicional Eleição Reprobação Predestinação P/ Condenacao. Versos Mal Usados Calvinistas - D. Cloud


2.1) INCONDICIONAL, SOBERANA ELEIÇÃO E SOBERANA REPROBAÇÃO [Predestinação para Condenação]: Versos [Mal-] Usados por Calvinistas

http://www.wayoflife.org/database/calvinisms_proof_text.html

David Cloud

traduzido por Hélio de Menezes Silva. e Hélio de Sousa Ferraz
 


"De acordo com esta doutrina, Deus incondicional e "soberanamente" [arbitrária {* ver dicionário ao final deste escrito} e caprichosamente] elege quem será salvo e quem não será salvo, e esta eleição não tem nada a ver com nada que o pecador faça [a qualquer tempo], inclusive exercer fé no evangelho [em Cristo]. Considere as palavras da Confissão de Westminster: "Pelo decreto de Deus, para a
manifestação de Sua glória, alguns homens e anjos são predestinados para a vida eterna, e outros são predestinados para a morte eterna. Estes anjos e homens, assim predestinados e predestinados, são particularmente e imutavelmente designados; e seu número é tão certo e definido que não pode ser nem aumentado nem diminuído ... Quanto ao resto da humanidade, Deus teve satisfação em, de acordo com o insondável conselho de Sua própria vontade (pela qual Ele estende ou retira a misericórdia conforme se agrade [de fazê-lo] para a glória de Seu poder soberano sobre as Suas criaturas), não olhar para eles, e os ordenar à desonra e à ira por causa do pecado deles, para o louvor de Sua justiça gloriosa." [ênfases de HMS]

João Calvino expressou a doutrina da eleição incondicional nestas palavras: "Nós chamamos de Predestinação ao decreto de Deus pelo qual Ele determinou em Si mesmo o [destino eterno] que Ele gostaria [teria prazer] que se tornasse o de cada indivíduo da humanidade, pois eles não são todos criados com um semelhante destino: mas a vida eterna é preordenada para alguns, e a condenação eterna para outros." (Institutes of the Christian Religion, Book III, chap. 21). [ênfases de HMS]

Note-se que a eleição soberana [incondicional] é [nas declarações acima] acompanhada pela doutrina gêmea da soberana reprobação (incondicional predestinação para condenação) dos não eleitos. Calvin enfatizou isso como se segue: "[Deus] dedica à destruição quem Ele tem prazer [em fazer isso]. Š Eles são predestinados à morte eterna sem qualquer demérito em si próprios [relativamente aos outros homens], apenas pela vontade soberana dEle. Š Ele ordena todas as coisas através de Seu conselho e decreto, de tal maneira que alguns homens nascem devotados, desde o ventre [de suas mães] à morte [eterna] certa [e inescapável], para que Seu nome seja glorificado na destruição deles ... Deus escolhe quem Ele quer como seus filhos Š enquanto Ele rejeita e reproba (predestina para condenação) aos outros." (Institutes of Christian Religion, Book III, chap. 23). ênfases de HMS]

Seguem-se [texto e análise de] os principais "textos-prova" que são [mal-] usados em apoio à Eleição soberana [incondicional]:

1Pe 1 2 (eleitos) como resultado do pré-conhecimento de Deus ([o] Pai), N[A] santificação de [o] Espírito (Santo), EM CONSEQUÊNCIA D[a] obediência e aspersão d[o] sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas!

Este verso diz [na realidade] que a eleição de Deus é baseada em Sua presciência [saber o que vai ocorrer, antes de ocorrer]. A posição calvinista padrão sobre a presciência é basicamente [uma tentiva de truque] com o propósito de acabar com ela, tornando-a o mesmo que [profundamente] amar alguém de antemão, antes dela existir e de encontrá-la, acabando com a possibilidade de que a eleição de Deus poderia ter algo a ver com o que Ele prevê [vê com antedência, se nEle creremos ou não]. Mas a palavra que Pedro usa para "presciência" é uma palavra que significa simplesmente que Deus conheceu de antemão o que aconteceria. É a palavra grega "prognosis", que é uma palavra ainda usada comumente em inglês [e português]. Quando um médico dá o prognóstico de uma doença, ele descreve a progressão normal da doença. Ele basicamente é capaz de dizer o futuro porque ele sabe de antemão o que vai acontecer. A doutrina da "presciência", se não [tiver sido] redefinida pelo calvinismo, vai um longo caminho, embora não todo o caminho, para explicar o mistério de como Deus pode eleger [no passado], mas o homem pode escolher [crer ou não, no presente]. Há mais, sem dúvidas, quanto à eleição, do que apenas presciência, e não pretendemos ser capazes de explicar essas coisas plenamente, mas permanece o fato de que a Palavra de Deus nos ensina que a presciência está envolvida [na eleição] e não pode ser redefinida para significar [profunda e arbirariamente amar alguns antes deles existirem, e [por causa desse amor arbitrário {* ver dicionário ao final deste escrito},] "predeterminar".

Em sua tentativa de redefinir a "presciência" e transformá-la em "predeterminação", o calvinista geralmente usa Atos 2:23, que diz "A Ele, (isto é, ) Aquele tendo- sido- entregue pelo propósito- decreto (tendo sido (previamente) determinado) e (ademais) pelo preconhecimento de Deus, depois havendo-O vós tomado por- operação- de mãos desprezadoras- da- lei, e havendo-O crucificado, vós O matastes. " O calvinista afirma que "propósito- decreto (tendo sido (previamente) determinado" e "preconhecimento" são a mesma coisa, mas é evidente que estes, de fato, são duas coisas diferentes. O calvinista chama a atenção [para o fato de] que "propósito- decreto (tendo sido (previamente) determinado" precede "preconhecimento", mas o que ele falha em notar é o "E (ADEMAIS)". Atos 2:23 não diz que Jesus foi crucificado pelo "propósito- decreto (tendo sido (previamente) determinado QUE É O preconhecimento de Deus"; diz que Jesus foi crucificado pelo "propósito- decreto (tendo sido (previamente) determinado E (ademais) pelo preconhecimento de Deus". [O fato de] que Deus elege [também] de acordo com Seu preconhecimento significa que ele não elege unicamente de acordo com Seu "propósito- decreto (tendo sido (previamente) determinado", e este fato [duas bases para eleger] não faz de Deus menos Deus.

2Tm 1 9 Aquele (Deus) nos havendo salvado e [nos] havendo chamado com um santo chamamento; não segundo as nossas obras, mas segundo o Seu próprio propósito e graça, aquela (graça) nos havendo sido dada em Cristo Jesus antes [do princípio] dos tempos dos séculos,

Embora este versículo diga que Deus não nos chamou segundo as nossas obras, mas segundo Sua graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes do início do mundo, não diz que os salvos são "soberanamente" [incondicionalmente] escolhidos e que sua eleição nada tem a ver com Sua fé nem com o prévio conhecimento por Deus. O fato de um pecador crer em Cristo não é uma obra (Ef 2:8-9).

2Ts 2:13 Nós, porém, temos a dívida de expressar [toda a] gratidão a Deus sempre, concernente a vós, ó irmãos tendo sido amados pel[o] Senhor (Jesus), porque vos escolheu Deus, desde [o] princípio (da criação), para [a] salvação dentro de santificação de [o] Espírito e fé d[a] verdade,

Este versículo não diz que a eleição para salvação não tem nada a ver com se crer na verdade. [Quem quiser] essa doutrina tem que forçá-la para dentro do verso. Na verdade, tomando as palavras do verso por seu valor nominal, ele diz que a crença da verdade é parte de nossa eleição e não diz que a eleição não tem nada a ver com [o fato de] Deus de antemão ver a fé do pecador.

Ef 1 3 Bendito [seja] o Deus e Pai de o nosso Senhor Jesus Cristo, Aquele (Deus) nos havendo abençoado em toda- e- cada bênção espiritual nos [lugares] celestiais em [o] Cristo, Ef 1 4 Tal como Ele (Deus) nos elegeu nEle (em o Cristo) antes d[a] fundação d[o] mundo, para ser[mos] santos e sem manchas diante dEle (Deus) em amor, Ef 1 5 Havendo-nos predeterminado- quanto- fronteiras (do lote eterno) para a adoção- como- filhos, por- ação- de Jesus Cristo, para Si (Deus) mesmo, segundo o bom desejo d[a] Sua vontade

Esta importante passagem diz que o crente é escolhido em Cristo antes da fundação do mundo, mas não nos diz a base para esta eleição. Diz que foi o prazer de Cristo predestinar o crente para este ser adotado como um filho de Deus. Mas não diz nada de um jeito ou de outro sobre o prévio conhecimento e seu papel na eleição. Não diz nada sobre a eleição ser a escolha "soberana" [incondicional] de Deus, independentemente da fé do homem.

O bom prazer da vontade de Deus refere-se ao que Deus determinou para o crente, que é a [nossa] adoção como filhos, por Jesus Cristo.

Ef 1 11 Em Quem fomos também escolhidos- para- uma- herança, havendo nós sido predeterminados- quanto- fronteiras (do lote eterno) conforme [o] propósito dAquele (Deus) efetivamente- operando todas as [coisas] segundo o propósito- decreto da Sua própria vontade,

Há dois ensinamentos neste versículo que são relevantes para o calvinismo.
Primeiro, ele diz que o crente é "predeterminado- quanto- fronteiras (do lote eterno) conforme [o] propósito dAquele (Deus) efetivamente- operando todas as [coisas] segundo o propósito- decreto da Sua própria vontade." Isto não implica, porém, que a "predeterminação- quanto- fronteiras (do lote eterno)" não tem nada a ver com o preconhecimento [por Deus], e que o homem não tem escolha no assunto.
Em segundo lugar, o versículo diz que Deus está "efetivamente- operando todas as [coisas] segundo o propósito- decreto da Sua própria vontade", mas, uma vez mais, isto não implica automaticamente a definição do Calvinismo [isto é, "incondicional, soberana eleição e soberana reprobação"]. Se Deus quis fazer o homem à Sua própria imagem e determinou dar ao homem a capacidade de rejeitar a Deus, não só no Jardim do Éden, mas através de toda a história do homem até este dia de hoje, isso não contradiria nada que é ensinado neste versículo. Ele ainda significaria que Deus está "efetivamente- operando todas as [coisas] segundo o propósito- decreto da Sua própria vontade". Deus ainda é soberano.

1Co 1 26 Porque vós vedes o vosso chamamento, ó irmãos: que não muitos (de vós) [sois] sábios segundo [a] carne, nem muitos [sois] poderosos, nem muitos [sois] de nobre nascimento ; 27 Mas às coisas loucas deste mundo escolheu Deus, a fim de que Ele aos [homens] sábios envergonhe; e às coisas fracas deste mundo escolheu Deus, a fim de que Ele envergonhe as coisas fortes; 28 E às coisas de vil nascimento deste mundo, e àquelas tendo sido desprezadas, escolheu Deus, e às que não são, a fim de que Ele, às coisas que são, aniquile; 29 Para que nenhuma carne se vanglorie perante Ele.

Esta passagem não diz que Deus salva apenas um grupo pré-selecionado de pessoas. O chamado descrito nesta passagem é explicado no aspecto de COMO Deus chama, não [o aspecto de] QUEM Ele chama. Isso fica claro nos versículos anteriores, a saber:

1Co 1 21 Porque, uma vez que, na sabedoria de Deus, não conheceu o mundo a Deus através da sabedoria (do mundo), agradou a Deus salvar, através da loucura da PREGAÇÃO, aqueles [que estão] CRENDO. 22 Porque tanto [os] judeus um sinal demandam, como [os] gregos sabedoria buscam, 23 *Nós*, porém, estamos pregando [o] Cristo tendo sido crucificado ([o Qual], para [os] judeus, em verdade, [é] escândalo; e, para [os] gregos, [é] loucura),[.] 24 Para estes, porém, os [que são os] chamados- convidados, tanto judeus como gregos, [lhes estamos pregando o] Cristo, [o Qual é o] poder de Deus e [a] sabedoria de Deus.

Deus decidiu chamar ou salvar os homens através do evangelho, em vez de através do intelectualismo, da filosofia, dos milagres ou de outros meios. Deus chama os homens através do EVANGELHO. 2Ts 2 14 Para dentro da qual (finalidade) vos chamou através do nosso EVANGELHO (as boas novas), para obtenção d[a] glória de o Senhor nosso, Jesus Cristo. E, uma vez que o evangelho deve ser pregado a "toda criatura" [Mt 28:19], é claro que Deus oferece salvação a cada pecador. Mas somente àqueles que vêm através deste [único] meio designado são salvos, e quando olhamos para as igrejas que creem na Bíblia, através dos séculos, vemos que aqueles que vêm são geralmente dos degraus inferiores da sociedade. Esse é o plano de Deus. Aqueles da "classe mais humilde" são os que mais prontamente reconhecem que precisam de salvação. Por este meio, Deus tem confundido o orgulhoso.

Rm 8 29 Porque, aos [homens] a quem Ele (o Deus) pré-conheceu , também os predeterminou- quanto- fronteiras (do lote eterno) [para serem] conformados à apresentação- físico- corporal de o Seu Filho, a fim de ser Este (o Seu Filho) [o] primeiro- nascido entre muitos irmãos. 30 E, aos [homens] a quem Ele (o Deus) predeterminou- quanto- fronteiras (do lote eterno), a estes também chamou; e aos que chamou, a estes também declarou justos; e aos que declarou justos, a estes também glorificou. 31 O que, pois, diremos a respeito destas coisas? Uma vez , porém, que Deus [é] por nós (os pré-conhecidos), quem [será] contra nós? 32 Em verdade, Aquele (o Deus) que ao Seu próprio Filho não poupou, pelo contrário, para- benefício- e- em- lugar- de todos nós (os pré-conhecidos) O entregou, como não, também, juntamente- com Ele, todas as coisas [gratuitamente] nos dará? 33 Quem intentará acusação contra [os] eleitos de Deus? [É] Deus Quem os [está] declarando justos.

Vemos que o preconhecimento por Deus é uma parte crucial de Seu plano de eleição. Àqueles que DE ANTEMÃO CONHECEU, Ele também predestinou, chamou e justificou. A chave, então, é entender o que significa o preconhecimento. Se, como o calvinista ensina, é o mesmo que a predestinação, então essa passagem pode ser entendida como ensinando "eleição soberana [incondicional]". Mas se o preconhecimento não é o mesmo que a predestinação, ela [a eleição] não pode ser compreendida desta maneira.

A palavra "preconhecimento" é do grego "proginosko", que simplesmente significa "saber de antemão, ou seja, ver de antemão" (Strong). É a mesma palavra grega básica que é traduzida "presciência" em 1Pe 1: 2, que diz que o crente é "(eleito) como resultado do pré-conhecimento de Deus ... EM CONSEQUÊNCIA D[a] obediência e aspersão d[o] sangue de Jesus Cristo ...".

Dizer que "preconhecer" é o mesmo que predestinação é ignorar o significado da palavra e também é ignorar o fato de que preconhecer e predestinar são dois passos separados no processo descrito em Romanos 8:29-33.

À luz desta última passagem e de 1 Pet. 1:2 { "(eleitos) como resultado do pré-conhecimento de Deus ([o] Pai), N[A] santificação de [o] Espírito (Santo), EM CONSEQUÊNCIA D[a] obediência e aspersão d[o] sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas!"}, é escriturístico se dizer que Deus de antemão viu aqueles que creriam em Cristo, e os predestinou para a salvação. Há, sem dúvida, mais, quanto à eleição, do que isto; há coisas sobre a eleição divina que não entendemos neste momento; mas o preconhecimento [por Deus] definitivamente é uma parte da eleição, porque a Bíblia diz isso.




David Cloud

traduzido por Hélio de Menezes Silva. e Hélio de Sousa Ferraz